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Anápolis, 9/9/2010 - 14:13:17

20/3/2010 - 16:05:46
Obama vai a campo pedir aprovação da reforma
 
O presidente Barack Obama está sendo aguardado neste sábado (20) no Congresso, para uma reunião com os parlamentares democratas, na véspera de uma votação que definiu como "histórica" sobre a reforma do sistema de saúde dos Estados Unidos.

Obama estará com o conjunto de democratas da Câmara de Representantes, na presença do líder da bancada no Senado, Harry Reid, para convencê-los a aprovar o texto que busca proporcionar assistência a pelo menos 31 milhões de americanos que não possuem planos de saúde.

A presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, ainda não tem certeza de poder contar com 216 votos democratas dos 435 necessários para a aprovação de um texto ao qual os republicanos se opõem e que vem sendo motivo de ceticismo entre alguns democratas.

Obama afirma que vai 'fazer história' na votação da reforma da saúde nos EUA

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse nesta sexta-feira (19) que espera uma votação dura neste fim de semana, mas que os democratas vão fazer história quando a Câmara dos Deputados votar seu projeto de lei de reforma da saúde.

"Neste momento, estamos no ponto em que vamos fazer algo histórico neste fim de semana", disse Obama a uma plateia ruidosa na Universidade George Mason, enquanto líderes democratas no Congresso se movimentavam para garantir apoio ao plano para reformar a indústria médica norte-americana, que movimenta US$ 2,5 trilhões.

"Se esta votação fracassar, as seguradoras vão continuar a correr soltas. Vão continuar a negar cobertura médica às pessoas, vão continuar a negar atendimento. Vão continuar elevando seus preços em 40%, 50% ou mesmo 60%, como vêm fazendo nas últimas semanas", disse ele no comício.

"É por isso que elas vêm despejando milhões de dólares em anúncios negativos. É por isso que elas estão fazendo tudo o que podem para acabar com este projeto de lei", disse Obama em discurso incendiário.

"O tempo de reformar é agora."

Após mais de um ano de debates intensos, a Câmara deve votar no domingo a abrangente reforma proposta no sistema de saúde, que visa ampliar a cobertura dos seguros-saúde para 32 milhões de americanos que não têm seguro.

O projeto de lei vem enfrentando a oposição sólida dos republicanos, e Obama e outros democratas estavam se esforçando para conseguir votos suficientes dos democratas, que ocupam a maioria das cadeiras nas duas casas do Congresso, para garantir sua aprovação.

Os republicanos dizem que a reforma custará caro demais, em um momento em que o país já está incorrendo em déficits orçamentários maciços, e que representa uma ingerência governamental não justificada na relação dos norte-americanos com seus provedores de atendimento médico.

"Sei que esta trajetória vem sendo difícil. Sei que esta será uma votação difícil. Sei que todo o mundo em Washington está contando votos neste momento", disse Obama.

"Vamos fazer história", afirmou.

O público de cerca de 8.500 partidários de Obama aplaudiu o presidente fortemente, mas também foram ouvidos vários ativistas contrários à reforma. De vez em quando um grito de "não ao socialismo" era ouvido vindo da plateia.

Vários manifestantes deixaram o recinto sem alarde depois de serem identificados pelos organizadores, mas uma mulher baixa, trajando casaco colorido, precisou ser retirada fisicamente por um guarda de segurança, gritando sem parar.

G1
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