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O presidente Barack Obama está sendo aguardado neste sábado (20) no Congresso, para uma reunião com os parlamentares democratas, na véspera de uma votação que definiu como "histórica" sobre a reforma do sistema de saúde dos Estados Unidos.
Obama estará com o conjunto de democratas da Câmara de Representantes, na presença do líder da bancada no Senado, Harry Reid, para convencê-los a aprovar o texto que busca proporcionar assistência a pelo menos 31 milhões de americanos que não possuem planos de saúde.
A presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, ainda não tem certeza de poder contar com 216 votos democratas dos 435 necessários para a aprovação de um texto ao qual os republicanos se opõem e que vem sendo motivo de ceticismo entre alguns democratas. Obama afirma que vai 'fazer história' na votação da reforma da saúde nos EUA
O presidente dos EUA, Barack Obama, disse nesta sexta-feira (19) que espera uma votação dura neste fim de semana, mas que os democratas vão fazer história quando a Câmara dos Deputados votar seu projeto de lei de reforma da saúde.
"Neste momento, estamos no ponto em que vamos fazer algo histórico neste fim de semana", disse Obama a uma plateia ruidosa na Universidade George Mason, enquanto líderes democratas no Congresso se movimentavam para garantir apoio ao plano para reformar a indústria médica norte-americana, que movimenta US$ 2,5 trilhões.
"Se esta votação fracassar, as seguradoras vão continuar a correr soltas. Vão continuar a negar cobertura médica às pessoas, vão continuar a negar atendimento. Vão continuar elevando seus preços em 40%, 50% ou mesmo 60%, como vêm fazendo nas últimas semanas", disse ele no comício.
"É por isso que elas vêm despejando milhões de dólares em anúncios negativos. É por isso que elas estão fazendo tudo o que podem para acabar com este projeto de lei", disse Obama em discurso incendiário.
"O tempo de reformar é agora."
Após mais de um ano de debates intensos, a Câmara deve votar no domingo a abrangente reforma proposta no sistema de saúde, que visa ampliar a cobertura dos seguros-saúde para 32 milhões de americanos que não têm seguro.
O projeto de lei vem enfrentando a oposição sólida dos republicanos, e Obama e outros democratas estavam se esforçando para conseguir votos suficientes dos democratas, que ocupam a maioria das cadeiras nas duas casas do Congresso, para garantir sua aprovação.
Os republicanos dizem que a reforma custará caro demais, em um momento em que o país já está incorrendo em déficits orçamentários maciços, e que representa uma ingerência governamental não justificada na relação dos norte-americanos com seus provedores de atendimento médico.
"Sei que esta trajetória vem sendo difícil. Sei que esta será uma votação difícil. Sei que todo o mundo em Washington está contando votos neste momento", disse Obama.
"Vamos fazer história", afirmou.
O público de cerca de 8.500 partidários de Obama aplaudiu o presidente fortemente, mas também foram ouvidos vários ativistas contrários à reforma. De vez em quando um grito de "não ao socialismo" era ouvido vindo da plateia.
Vários manifestantes deixaram o recinto sem alarde depois de serem identificados pelos organizadores, mas uma mulher baixa, trajando casaco colorido, precisou ser retirada fisicamente por um guarda de segurança, gritando sem parar.
G1
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