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Tem candidato que acha que estar bem na pesquisa é fator decisivo em um processo eleitoral. Esse entendimento é equivocado, mesmo porque na prática não é isso que observamos. Em Goiás, existe um exemplo claro disso: nas eleições de 1998, Iris Rezende Machado, então candidato ao governo do Estado, aparecia com uma vantagem superior a 70% sobre os seus adversários. Naquelas eleições, o deputado Marconi Perillo só entrou no processo porque o também deputado federal Balestra desistiu de disputar o governo tal a diferença nas pesquisas. Marconi entrou no páreo e conseguiu virar o jogo no apagar das luzes da campanha. Precisa de prova maior do que essa de que pesquisa não ganha eleição? Além do fator indeciso, em todas as pesquisas, nem sempre o eleitor tem opinião formada a ponto de não mudar o seu voto até o dia do pleito. A campanha tem esse sentido: mudar a opinião dos eleitores e cativar os votos dos eleitores indecisos. Para que isso ocorra é necessária uma série de providências por parte dos competidores, dentre as quais a de mostrar o seu plano de governo e transmitir credibilidade, fatores preponderantes em qualquer disputa eleitoral. Nas eleições municipais de 2008, dois candidatos a prefeitos de Anápolis lideraram as pesquisas durante quase dois meses. Antônio Gomide (PT) navegou durante um bom tempo na casa dos 10%, apesar de apresentar sempre uma tendência de crescimento, só deslanchou mesmo algumas semanas após o início da campanha pela televisão. Além de contar com a ineficiência dos seus opositores, o seu programa foi muito bem produzido, mas o que pesou mesmo foi o fato de apresentar um plano de governo consistente e ainda conseguiu transmitir credibilidade para o eleitorado. Está mais do que provado que estar bem em pesquisa não quer dizer que o processo eleitoral esteja definido, mesmo porque isso nem sempre ocorre. O que conta mesmo na campanha eleitoral, principalmente no seu afunilamento é a questão da rejeição. Esse fator é de fato preponderante porque quem tem rejeição alta tem muita dificuldade para conquistar os indecisos ou então forçar a mudança da opinião do eleitor definido por um ou outro lado. Diante de tudo isso, por que existe ainda candidato divulgando pesquisa mentirosas e que não espelham a realidade? Na melhor das hipóteses é um atestado de burrice, com gastos desnecessários. A boa pesquisa é aquela que retrata a realidade do momento e essa realidade tem muito a ver com o que se vê no dia a dia nas ruas, nas praças, nos botecos e em todas as rodas por onde se anda pela cidade. É claro que quem dirige uma campanha ou quem está comprometido com um dos candidatos, não consegue observar isso em suas andanças, mesmo porque eleitor nenhum quer magoar os candidatos, seja ele do lado A ou do B. Para visualizar essa tendência pelas ruas das cidades, é necessário ser um cidadão neutro ou então que ostente certa neutralidade diante do processo eleitoral. O nicho dos pesquisadores que trabalham dentro de uma visão científica, tem que primar por esse fator: o da neutralidade absoluta, porque só assim consegue fazer com que o eleitor externe sua opinião verdadeira. É sabido que existem institutos de pesquisas para todos os gostos, assim como existe os institutos sérios os quais sobrevivem graças à credibilidade que nutrem. Esses institutos trabalham quase sempre para as grandes corporações que precisam saber quais as tendências dos eleitores. Essas entidades precisam da verdade e para isso contratam institutos sérios. Diferentemente dos partidos e dos candidatos que precisam aparecer bem no processo e com isso conseguir arrecadar recursos para a campanha. Nesse caso precisa de um instituto que possa alterar resultados ou então basear sua pesquisa em um determinado setor em que o candidato apresenta-se melhor avaliado pelos eleitores. O ex-prefeito de Goiânia, Iris Rezende Machado, é o candidato da preferência do eleitor da grande Goiânia. Fazer uma pesquisa naquela região, não reflete a realidade do Estado. Assim como o senador Marconi Perillo realizar uma pesquisa no Entorno de Brasília, também não reflete a realidade. É necessário que aja uma média ponderada tendo por base uma metodologia científica. Durante a semana que termina, foi divulgada uma pesquisa em Anápolis, onde a vantagem a favor do senador Marconi Perillo é muito grande. Os números revelados e divulgados não condizem com a realidade das ruas, dos botecos e das rodas, onde é visível uma divisão de forças e onde o candidato do governo está em franco crescimento. Outro fator relevante na cidade é o crescimento da rejeição do senador Marconi Perillo, isso porque ele não conseguiu retribuir para a cidade os votos que recebeu nas três eleições majoritárias em que participou desde 1998. O que ele fez pela cidade é irrelevante diante do volume de votos que obteve aqui. Esse fato é concreto e pior para quem acha o contrário porque é fácil divulgar números de pesquisas tendenciosas, mas não será possível mudar os resultados das urnas.
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